O que é, como se faz
Os substantivos flexionam-se em gênero (masculino, feminino, epiceno, comum de dois gêneros e sobrecomum) e número (singular e plural).
São masculinos os substantivos a que se antepõe o artigo definido masculino o/os. São femininas as palavras a que se antepõe o artigo definido feminino a/as.
Epicenos são aqueles que têm um único gênero, como “baleia, cobra, tubarão, jacaré”. Às vezes, a depender do contexto, as palavras “macho” e “fêmea” são usadas para discriminar o ser a que se refere o substantivo: jacaré macho / jacaré fêmea.
Há também os substantivos denominados como “comum de dois gêneros”, em que o artigo varia e o substantivo permanece, como “pianista, cliente, jovem”.
Os substantivos sobrecomuns são aqueles que têm gênero fixo, como “criança, vítima, pessoa, cônjuge”.
Interessantes são os substantivos que mudam de significado a depender do gênero, como: a cabeça (parte do corpo) / o cabeça (chefe), a caixa (local de pagamento) / o caixa (funcionário da caixa), a bandeira (estandarte) / o bandeira (porta-bandeira), o capital (fundo monetário) / a capital (cidade principal), o poço (cavidade funda) / a poça (cova rasa de água).
Quanto à formação do feminino, há quatro formas:
a) com a mudança para a terminação “a”: bacharel / bacharela, parente / parenta, soberano / soberana;
b) com a alteração do radical: abade / abadessa, rei / rainha, herói / heroína, ladrão / ladra;
c) com mudança completa da forma da palavra: cavalo / égua, genro / nora, zangão / abelha;
d) com mudanças aleatórias da terminação –ão: anão / anã, leão / leoa, João / Joana, anfitrião / anfitriã.
E, por fim, há os substantivos em que a flexão de gênero afasta os significados, como em: barco / barca, cinto / cinta, saco / saca, trilho / trilha.
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Uma semana doce!
Carmem Menezes
Revisora de Texto da Secretaria de Comunicação Social
