Sobre concordância verbal – parte 2

1  Com o verbo fazer no sentido de tempo decorrido ou clima:
• Faz dez dias que não vejo você.
• Faz invernos rigorosos na Argentina. 

2  Com o verbo ser e o verbo estar no sentido de tempo, clima, estação do ano e distância:
• São dez horas.
• É primavera.
• Está calor.
• São trezentos quilômetros de Brasília a Goiânia.

3 Com as expressões “já passa de”, “basta de”, “chega de”:
• Já passa das dez.
• Basta de bobagens.
• Chega de tarefas.

4   O verbo acompanhado de partícula apassivadora concorda com o sujeito:
• Comprou-se o carro.
• Compraram-se os carros.

5 O verbo acompanhado de índice de indeterminação do sujeito permanece no singular sempre:
• Precisa-se de novos projetos.
• Gosta-se de livros.

6 Palavras que terminam com “s” não determinadas mantêm o verbo no singular:
• Campinas é um bom lugar para se morar.
• Lápis se tornou indispensável para a tarefa.
• Os óculos são indispensáveis para algumas pessoas.
• Os Estados Unidos da América foram responsáveis pela guerra.

7 Coletivos partitivos (a maioria, a minoria, grande parte, metade de), seguido de adjuntos adnominais no plural, concordam o verbo com o núcleo (ou com o adjunto):
• A maioria dos alunos está (ou estão) interessada/interessados.
• Grande parte dos relatórios apresenta (ou apresentam) erros.

8 O pronome “que” não interfere na concordância:
• O rapaz que saiu é inteligente.
• O juiz que determinou a sentença está correto.

9  O pronome “quem” faz que o verbo concorde com o pronome ou com o substantivo que o antecede:
•    Fui eu quem fez (ou fiz) o trabalho ontem.

10  A união de dois pronomes com sentido partitivo mantém o verbo no singular, quando o núcleo da expressão está no singular:
• Qual de nós entregou o trabalho.
• Algum deles saiu.

Fonte: PosEAD

DA/GB