CNJ e Sebrae promovem I Encontro para Solução de Conflitos Empresariais

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com apoio da Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, promovem nesta quinta-feira (20/3), em São Paulo/SP, o I Encontro Brasileiro para Solução Pacífica de Conflitos Empresariais. A ideia é reunir representantes de grandes empresas e conglomerados para que conheçam os benefícios da mediação e da conciliação na superação de conflitos judiciais

“Esse evento é um marco do CNJ com essas grandes empresas, que também são grandes litigantes. Envolvê-las a participar dessa mudança de atitude em relação aos conflitos é fundamental para o País”, afirmou o conselheiro Emmanoel Campelo, coordenador do Comitê Gestor do Movimento Permanente pela Conciliação do CNJ e idealizador do evento. “Em termos econômicos, para as empresas, a negociação tem grande impacto. Ninguém está satisfeito com processos que demoram 10 anos para chegar ao fim. Lidar de maneira mais rápida e eficiente com os conflitos entre consumidores e empresas, ou mesmo das empresas com outros prestadores de serviços, é necessidade real e moderna”, completou.

O tema principal do evento, que será aberto apenas a convidados, será a preparação dos representantes jurídicos das empresas (prepostos). O conselheiro Emmanoel Campelo fará o discurso de abertura do evento. Estão previstas as palestras do especialista Kathy Bryan, do CPR Institute, sobre a Ineficiência Econômica do Litígio, e do advogado PD Villarreal, vice-presidente sênior da Glaxo, sobre custo de imagem perante o consumidor em conciliações, entre outros.

Aprendizado  “Será um dia de intenso aprendizado para os dois lados: o Judiciário poderá compreender como algumas grandes empresas estão planejando processos consensuais para evitar litígios desnecessários e, em contrapartida, muitas empresas aprenderão como transformar os conflitos no judiciário em soluções e até mesmo em ganhos de imagem. Isso porque a partir de um conflito é possível até fidelizar os clientes”, afirmou o juiz André Gomma, membro do Comitê Gestor e um dos coordenadores do evento. 

Devem comparecer os departamentos jurídicos de centenas de companhias, desde bancos, redes varejistas, empresas de energia e de telecomunicações. O evento conta com a parceria do Ministério da Justiça e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil.

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias