TJ reduz R$ 245 milhões em projeções de despesas com pessoal em 2016

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Medidas adotadas pela atual gestão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia projetam uma redução de R$ 245 milhões das despesas com folha de pessoal para 2016. A previsão das despesas para este ano, de acordo com o orçamento elaborado em 2015, era de R$ 2,1 bilhões. Ações promovidas pela Presidência do tribunal fizeram com que a previsão fosse reduzida para aproximadamente R$ 1,95 bilhão. O Decreto Judiciário 268, publicado na edição de 14 de abril do Diário da Justiça Eletrônico, é a mais nova iniciativa para evitar o crescimento de despesas com pessoal.

Considerando o quadro econômico do país, a situação financeira do estado e o déficit orçamentário previsto para 2016, no que concerne às despesas com pessoal, além de outros aspectos, a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, suspendeu, no âmbito do Poder Judiciário, “o provimento de cargos permanentes e comissionados e funções gratificadas, ainda que em substituição a servidor aposentado ou exonerado do respectivo cargo ou função”.

Também estão suspensas “quaisquer concessões de vantagens ou adequações de remuneração a qualquer título, e a contratação de hora extra ou serviço extraordinário remunerado, a qualquer título”. O decreto estabelece que “a Secretaria de Planejamento e Orçamento acompanhará mensalmente a evolução dos números pertinentes à despesa com pessoal do Poder Judiciário, comparando e informando a esta Presidência, de modo analítico, os cenários e as possibilidades de retração e/ou superação dos limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Margem – “As medidas adotadas visam preservar os direitos dos servidores conforme já havia tornado público no meu discurso de posse”, disse a presidente, lembrando que as sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal preveem redução de quantitativo de pessoal e até redução de vencimentos. O orçamento de pessoal do Poder Judiciário, estabelecido pelo Poder Executivo, com base na receita corrente líquida do Estado para 2016, foi de R$ 1,66 bilhão, valor inferior ao exercício de 2015, cuja despesa executada foi R$ 1,79 bilhão.

“E do valor de R$ 1,95 bilhão já estão contabilizados aproximadamente R$ 200 milhões referentes a decisões judiciais de 2015, cumpridas pela gestão anterior, mas que só passaram a impactar na despesa de pessoal no orçamento de 2016, restringindo a nossa margem percentual estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou a presidente. “A nova projeção de despesas de pessoal significa uma redução na necessidade de suplementação de recursos por parte do Poder Executivo, que antes era de R$ 532 milhões e que agora passa a ser de aproximadamente R$ 287 milhões”, completou.

A suplementação de despesa de pessoal do Poder Judiciário é histórica, em virtude de o orçamento estabelecido pelo Poder Executivo ser sempre inferior às necessidades apontadas pelo Poder Judiciário quando da elaboração da Lei Orçamentária Anual, a LOA. “Porém, cientes da gravidade do cenário atual, nos antecipamos e adotamos ações severas de contenção para reduzir o déficit e viabilizar a suplementação pelo Poder Executivo que também enfrenta dificuldades”.

Todos os números foram apresentados pela presidente à Mesa Diretora do TJBA no dia 11 de abril. Participaram da reunião a 1ª vice-presidente, desembargadora Maria da Purificação da Silva; a 2ª vice-presidente, desembargadora Lícia de Castro Laranjeira Carvalho; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Osvaldo de Almeida Bomfim e a corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, além de juízes assessores, secretários e equipe técnica.

Fonte: TJBA