Banco do Brasil conciliará conflitos judiciais

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Os tribunais de Justiça dos estados de Sergipe e do Rio Grande do Sul irão realizar, neste primeiro semestre, semanas de conciliação em busca de soluções para os conflitos judiciais que envolvem o Banco do Brasil. O projeto-piloto foi acertado nesta quinta-feira (15/3), durante videoconferência coordenada pela Corregedoria Nacional de Justiça, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Banco do Brasil está entre os maiores litigantes do Poder Judiciário.

A videoconferência foi conduzida pelos juízes auxiliares da Corregedoria Erivaldo Ribeiro e Jairo Schafer. Participaram também representantes da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil e dos tribunais de Justiça de Sergipe, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal, Pará e Rio de Janeiro. Esses tribunais foram convidados em função de sua expertise na pacificação de conflitos.

A realização das semanas de conciliação tem o objetivo de reduzir os estoques de ações em que o Banco do Brasil é parte. Após o projeto-piloto, a Corregedoria pretende levar esse esforço a outros estados. A proposta é buscar a conciliação tanto na fase pré-processual quanto na processual. 

Durante a videoconferência, os representantes dos tribunais foram solicitados a  responder a três perguntas. A primeira pedia que eles dessem exemplos de experiências de conciliação bem sucedidas. A segunda pretendia saber suas impressões sobre a postura do Banco do Brasil na interação com o Poder Judiciário. A terceira pergunta buscava colher sugestões para melhorar a relação com a instituição financeira e, assim, ampliar as possibilidades de soluções conciliadas dos conflitos.

Representante da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil, o advogado João Alves informou, ao término da videoconferência, ter anotado 50 pontos críticos que serão levados para discussão junto à cúpula administrativa da instituição.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias