Chega a 500 o número de detentos que trabalham em presídio de Goiás

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As iniciativas do programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), têm produzido  resultados em todo o país. Em Goiás, 60 detentos – homens e mulheres – vão desempenhar atividades de tecelagem em um galpão que acaba de ser inaugurado no Parque Industrial do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO). A iniciativa é do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), parceiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no programa.

A inauguração do galpão, de 600 metros quadrados , ocorreu no último dia 11, durante o lançamento do projeto Tecendo a Liberdade, do TJGO. Agora o complexo prisional passa contar com sete galpões, onde os detentos desempenham diversas atividades, incluindo marcenaria, confecção de roupas e conserto de telefones públicos. Com os 60 reeducandos do Tecendo a Liberdade, o número de empregados na unidade chegará a 500, o equivalente a um terço dos cerca de 1.500 que cumprem pena em regime fechado no local. 

De acordo com a juíza Telma Aparecida Alves Marques, da 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia, a instalação da tecelagem resulta de parceria com as empresas Universo Construções e Empreendimentos Ltda, Nova Rocha Indústria de Tintas (Leinertex), Eternit S/A e Pedreira Izaíra Indústria e Comércio; além do Conselho da Comunidade de Aparecida de Goiânia e a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia.

Cooperativa

Os sessenta reeducandos do Tecendo a Liberdade já foram selecionados e, no momento, realizam curso de capacitação. Ao final, passarão a trabalhar em regime de cooperativa, com seus produtos comercializados para o público externo. O resultado das vendas será rateado entre os detentos, que também terão um dia a menos na duração da pena a cada três trabalhados

“A idéia é permitir que eles tenham uma atividade que possam desempenhar quando terminarem de cumprir a pena”, explica Telma Aparecida, observando ser este um fator fundamental para prevenir a reincidência criminal.
O Programa Começar de Novo, criado pelo CNJ em 2009, é um conjunto de  ações voltadas à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil com o propósito de coordenar, em âmbito nacional, as propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário.

A iniciativa busca concretizar ações de cidadania e promover a redução da reincidência criminal. Em dezembro passado, recebeu o VII Prêmio Innovare, como prática do Poder Judiciário que beneficia diretamente a população.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias