Ex-conselheiro Marcelo Nobre é homenageado

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O advogado Marcelo Nobre, que encerrou na última sexta-feira (4/5) o seu mandato no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi homenageado durante a abertura dos trabalhos da 146ª sessão ordinária do órgão. “Essa é uma homenagem justa. Marcelo Nobre passou por aqui e não perdeu a viagem”, disse, em tom alegre, o presidente do CNJ, ministro Carlos Ayres Britto que lhe entregou uma placa comemorativa. “Ele imprimiu um ritmo enxutamente contemporâneo ao Conselho e nos honrou sendo um agente público devotado, munido de inteligência emocional. Sua atuação deixa em todos nós grande responsabilidade”, completou Ayres Britto.

O presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, também elogiou a atuação do colega.  “Marcelo Nobre honrou a advocacia brasileira e nos ensinou muito sobre o papel republicano do CNJ. A independência do Judiciário deve ser voltada ao cidadão, não aos seus membros”, enfatizou Cavalcante, seguido do conselheiro Bruno Dantas, que destacou o lado humano do colega.

“Marcelo Nobre é uma pessoa cujo temperamento, personalidade e, sobretudo, atitude conciliam sinceridade e candura com firmeza; leveza e sensibilidade com intensidade. Sua passagem por este Conselho foi marcante e enriquecedora para todos nós individual, coletiva e institucionalmente”, disse.

Representante da Câmara dos Deputados por quatro anos seguidos, o ex-conselheiro se disse “honrado” por ter servido ao longo de três composições do Conselho e, em seguida, agradeceu citando nominalmente os conselheiros e corregedores que participaram das últimas composições do órgão.

Casos relatados – Na saída, Nobre recebeu o abraço de colegas e servidores de seu gabinete. Questionado sobre os processos que marcaram seu trabalho à frente do órgão, ele citou dois casos que relatou. O primeiro, analisado em 2008, é referente ao juiz Hoel Ferreira de Carvalho, que ficou 29 anos em disponibilidade sem a existência de um processo. Após decisão do CNJ, o magistrado retomou suas atividades. O segundo caso, julgado este ano, é o processo que revogou a aposentadoria compulsória da juíza Loisima Barbosa, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-22).

“Essas decisões demonstram que o CNJ busca fazer Justiça e não apenas ser uma instância punitiva”, afirmou. “Saio do CNJ feliz; tive o privilégio e a satisfação de ter cumprido meu compromisso com a sociedade brasileira”, acentuou. 

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias