CNJ ultrapassa 100 mil seguidores no Twitter

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Mais de 100 mil pessoas já acompanham o trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo Twitter – microblog para troca de mensagens. Após um ano e meio no ar, o CNJ atingiu a marca nesta semana e se prepara para ampliar o conteúdo postado.

Com a participação nas mídias sociais, que incluem Facebook, You Tube, RSS e Flickr, o CNJ busca democratizar o acesso à informação e aprimorar seus canais de comunicação com o público externo.

Levantamento realizado nas páginas dos 27 Tribunais de Justiça na internet mostrou que 19 TJs já criaram canais de comunicação nas redes sociais. Os dados foram coletados nesta terça-feira (3/4).
Apesar do número significativo de tribunais, os perfis no Twitter ainda têm poucos seguidores. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) lidera o diagnóstico, com 5.560 seguidores, e o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) aparece com apenas 218.

Na avaliação do coordenador de comunicação institucional do CNJ, Tarso Rocha, os dados mostram que os tribunais estão se movimentando para utilizar as mídias sociais como novas formas de se comunicar com o público. “Quando pensamos com a velocidade da internet, podemos acreditar erroneamente que os tribunais estão parados no tempo, mas não estão. Eles estão se movimentando e definindo seus públicos e estratégias para alcançá-los de forma mais direta”, ressaltou.

De acordo com Tarso Rocha, o CNJ só conseguiu alcançar a marca de 100 mil seguidores no Twitter, devido a integração do portal com todas as mídias sociais e a divulgação destes canais no site. No site do CNJ, é possível compartilhar notícias diretamente no Facebook e no Twitter, assistir o canal do You Tube, visualizar as fotos armazenadas no Flickr e se cadastrar para receber RSS.

“Sugiro que os tribunais adaptem seus sites para todas as possibilidades da internet 2.0. O site é a porta de entrada do público na instituição e o veículo para divulgar os outros canais de comunicação. Como alcançar seguidores se escondo os caminhos para as mídias sociais no próprio site?”, concluiu.

Para conferir mais visibilidade às mídias sociais, os especialistas sugerem a atualização constante das informações (textos, imagens e áudios), no diálogo com o público, no monitoramento dos assuntos em debate e na produção de conteúdo diferenciado para o internauta. “O seguidor tem que ter vantagens em acompanhar um perfil. Além das notícias do tribunal, é interessante postar esclarecimento sobre serviços, campanhas de utilidade pública e também conteúdo produzido por outros veículos de comunicação para oferecer a notícia em primeira mão”, explica Tarso Rocha.

A próxima ação para movimentar as mídias sociais do CNJ será a ampliação do conteúdo postado que deverá levar informações mais didáticas aos seguidores. Com a maioria dos seguidores formada por advogados, estudantes de Direito e servidores do Judiciário, a ideia é levar informações práticas como esclarecimentos sobre a aplicação da Lei Maria da Penha. “A nossa função é traduzir as letras da Lei e facilitar a vida da população e dos operadores do Direito”, revelou.

RSS – Dos tribunais de Justiça que estão nas mídias sociais, 13 oferecem o serviço de RSS – que envia ao internauta as notícias da instituição e permite a visualização customizada. Esse mesmo mecanismo permite que páginas de notícias, comerciais ou pessoais, sejam alimentadas (feed) automaticamente assim que os textos são publicados no site do tribunal, por exemplo.

Analistas de mídias interativas defendem que, geralmente, o RSS é o primeiro passo para abrir canais de comunicação com o público das redes sociais devido as características da ferramenta que limita a interação com o internauta. “Quem entra nas mídias sociais tem que estar preparado para as críticas e as crises, o que gera receio das organizações que se não estiverem preparadas para isso podem arranhar a sua imagem”, explicou.  

Patrícia Costa
Agência CNJ de Notícias