Comissão apresenta diagnóstico dos sistemas de informática do Judiciário

A grande diversidade de sistemas e modelos adotados nos vários tribunais do país. Esta é a principal dificuldade a ser superada pela Comissão de Informatização do Conselho Nacional de Justiça, segundo relatório apresentado pelo grupo hoje (25/10), durante a sessão plenária. A Comissão realizou um grande diagnóstico dos problemas existentes na área de informatização daquele Poder. Os dados servirão de base para a adoção de medidas que visam a melhoria do setor. O Judiciário brasileiro é um dos mais evoluídos do mundo em termos de informatização, faltando apenas uma melhor coordenação para que todos se beneficiem dos muitos avanços conquistados pelos Tribunais.

A idéia preliminar da comissão do Conselho é criar o Banco de Dados de Sistemas Públicos, que vai reunir todos os sistemas de informática desenvolvidos pelos próprios tribunais e ainda os adquiridos – com todos os direitos reservados – por aqueles órgãos. O banco ficará disponível a todo o Poder Judiciário. Assim, cada tribunal, por meio desse intercâmbio de informações, poderá ter acesso aos sistemas utilizados nas outras Cortes de Justiça, adquirir novos programas e aprimorar seu respectivo setor de informática. Se necessário, o Conselho vai inclusive buscar fontes de financiamento público para que Tribunais possam implementar novos projetos.

"Vamos dar um salto de modernidade no Judiciário", afirmou o conselheiro Oscar Argollo, que coordena a Comissão de Informatização do CNJ, composta ainda pelo conselheiro Douglas Rodrigues.

A proposta, que já começa a ser desenvolvida pelo grupo, foi resultado da reunião realizada entre a Comissão de Informatização do Conselho e os representantes de tribunais estaduais e federais. O evento aconteceu nos últimos dias 17 e 18 de outubro.

 

 

 

 

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