Empresa é premiada pelo CNJ por oferecer trabalho a ex-detentos em hospitais

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Uma oportunidade de trabalho mudou a vida de 10 pessoas que dificilmente conseguiriam emprego após cumprir pena em prisões do Rio de Janeiro. Desde o ano passado, eles trabalham na Masan, prestadora de serviços que recebeu no final de abril o Selo do Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), programa que incentiva empresas e órgãos públicos a reinserir socialmente presos e egressos do sistema carcerário.

Os novos funcionários da Masan moram em comunidades ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e foram selecionados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), de acordo com o comportamento deles na prisão. Em seguida, os 10 foram treinados pela Masan dentro do Projeto Quebrando Barreiras, criado em 2011, justamente para recrutar moradores das comunidades pacificadas para os quadros da empresa.

Hoje, todos são contratados segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com carteira assinada e carga horária de 44 horas semanais. Como auxiliares de cozinha, vestem avental, toucas e luvas em vez do uniforme do sistema prisional de antigamente. Eles produzem as refeições que alimentam pacientes e funcionários do Hospital Federal de Ipanema, do Hospital do Câncer (Inca), do Hospital Municipal Miguel Couto e do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), entre outras instituições atendidas pela Masan.

Segundo a diretora-executiva da empresa, Adriana Pinto, a experiência de trabalhar com egressos tem sido um sucesso. “É muito gratificante trabalhar com pessoas que estão buscando a reconstrução de suas vidas. Eles são muito dedicados e disciplinados”, afirmou.

Prova do êxito da iniciativa é o plano de ampliação do programa. Graças à parceria firmada com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Estado do Rio, mais 25 ex-detentos deverão ser formados pela Masan. Nos próximos meses, começa nova turma com alunos indicados pela Seap, segundo a diretora da empresa, Adriana Pinto.
    
Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias

Matéria atualizada em 10/5/13, às 12:22.