Game da Justiça Trabalhista de Mato Grosso combate trabalho infantil

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Foto: Circuito Mato Grosso

Para divertir e levar à reflexão, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) lançou sábado (14/11) o game “O Futuro em Jogo” para ensinar crianças e adolescentes sobre o combate ao trabalho infantil. O jogo foi desenvolvido em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O TRT buscou parcerias para a criação do game por entender que a educação é o melhor meio para erradicar a prática, segundo a gestora regional da Comissão de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho Decente do Adolescente, desembargadora Eliney Veloso. A intenção é que, por meio de parcerias institucionais com órgãos públicos, privados e a sociedade civil organizada, o jogo chegue ao maior número de crianças e adolescentes.

O jogo leva a criança a refletir sobre as consequências de suas escolhas. “O game surgiu com a ideia de passar de forma divertida para as crianças informações sobre as boas e más escolhas para o futuro. O trabalho precoce não é uma boa escolha”, explicou.

Álcool, cigarros e drogas – Desenvolvido para um público a partir dos 10 anos, o jogo é um “runner”, um gênero em que o personagem se desloca continuamente e o jogador precisa desviar de obstáculos e coletar itens para avançar. Quatro fases retratam a infância e a adolescência do personagem. A cada etapa, dificuldades e elementos são inseridos. Ao longo da história, as crianças precisam enfrentar o vilão que oferece álcool e cigarros e ainda obriga o personagem a vender drogas para ele.

Quando fazem escolhas boas, como coletar instrumentos musicais, livros ou brincadeiras, o jogador fica mais rápido e o ambiente a sua volta permanece cheio de cor. Se o jogador fizer escolhas ruins, como trabalho infantil, bebidas ou cigarros, o jogo fica mais lento e sem cor até chegar um momento em que perde o jogo e recebe a mensagem: “Escolhas ruins fecham os caminhos”.

Pesquisa de opinião – Um grupo de nove crianças e adolescentes testaram o jogo na fase final de desenvolvimento e responderam pesquisa de opinião com objetivo de enriquecer o processo de criação e propor melhorias. Os pequenos foram acompanhados de um psicólogo nos testes, que avaliou o comportamento e as reações durante a brincadeira.

Fonte: TRT-MT