Judiciário do Amapá cria coordenadoria de proteção de direitos indígenas

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Foto: TJAP
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O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) aprovou, na última sessão administrativa do ano, a criação da Coordenadoria de Proteção e Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas. Além da garantia e proteção dos direitos, a nova unidade irá levar ações de cidadania às aldeias indígenas do estado.

A criação da coordenadoria foi proposta pelo presidente do TJAP, desembargador Rommel Araújo, que no início do mês participou, acompanhado de comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de reunião com as lideranças indígenas Wajãpis, que pediram apoio do Judiciário na garantia de seus direitos. “Ouvimos as demandas durante o encontro na aldeia Aramirã e agora estamos dando prosseguimento com a criação da coordenadoria. Os nossos povos originários precisam que sua cultura, costumes e tradições sejam respeitados e seus direitos garantidos. Já estudamos a possibilidade de ações de cidadania e a criação da justiça itinerante indígena.”

O desembargador Adão Carvalho vai coordenar a unidade, que também será composta por juízes e juízas das localidades onde existam aldeias. “Quando cheguei ao Amapá em 1991, aprovado no concurso para juiz, Oiapoque foi a primeira comarca onde atuei e lá tive a oportunidade de conhecer todas as aldeias daquela região e ter contato com a população indígena que vive no extremo norte do Brasil.”

Indígenas no Amapá

De acordo com o ultimo levantamento da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas do Amapá, o estado têm uma população estimada de 10.065 indígenas, desses 5.802 estão em Oiapoque, 3.043 no parque do Tumucumaque e 1.220 na região de Pedra Branca do Amapari. O Amapá possui nove etnias indígenas: Karipuna, Wajãpis, Palikur, Galibi Manrworno, Galibi Kalinã, Apalay, Waiana, Tiriyó e Kaxuyana.

Fonte: TJAP

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