Ministra Nancy Andrighi abre evento do CNJ para divulgação do Justiça em Números

Você está visualizando atualmente Ministra Nancy Andrighi abre evento do CNJ para divulgação do Justiça em Números
Compartilhe

A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, realizou nesta terça-feira (23/9), em Brasília/DF, a abertura da II Reunião Preparatória para o VIII Encontro Nacional do Poder Judiciário, na qual foram apresentados os resultados do Relatório Justiça em Números 2014.

De acordo com a ministra Nancy, a pesquisa consolida os dados estatísticos informados pelos tribunais para oferecer um diagnóstico cada vez mais rigoroso e específico da Justiça. O Justiça em Números contém dados relativos a litigiosidade, congestionamento e produtividade do Judiciário. “O CNJ cumpre assim o dever de transparência do Poder Judiciário. É possível mensurar o desempenho da Justiça a partir de uma análise que leva em conta as especificidades regionais e estruturais de cada órgão”, disse a ministra Nancy. “Os números, gráficos e mapas permitem a elaboração das políticas judiciárias e que se façam embasamentos objetivos para a definição de estratégias e metas do Poder Judiciário, além de identificar os gargalos e entraves para fazermos inovações, revisões, alterações ou que criemos alternativas”, completou a ministra.

Nancy Andrighi ressaltou que foram mantidos os avanços da edição anterior do Justiça em Números, com modernos recursos de visualização, infográficos e mapas, e aperfeiçoados índices como o IPC-Jus, que permite a análise comparativa por ramo de Justiça e que agora abrange também a Justiça Federal. Outra novidade são as séries históricas quinquenais, considerando os números de 2009 a 2013, que permitem a visualização de como os indicadores se comportam ao longo do tempo. “A territorialização da informação organiza espacialmente os dados apresentados e demonstra as disparidades e particularidades regionais.”

Durante a abertura, a ministra ressaltou os principais números do relatório: o total de 95 milhões de processos em tramitação em 2013, que correspondem a um aumento de mais de 3% em relação a 2012 e 28,3 milhões de processos novos, 1,2% mais que no ano anterior. Além disso, foram proferidas 25,7 milhões de sentenças, um crescimento de 3,5% em relação a 2012. A média de sentença por magistrado foi de 1,5 mil, 1,7% a mais em relação a 2012. Foram baixados 27 milhões de processos, aumento de 0,1% em relação ao ano anterior e a  taxa de congestionamento foi de 70,9%, o que representa 1,3% a mais do que em 2012.

“Incumbe ao CNJ formular políticas de gestão para o judiciário brasileiro”, disse a ministra Nancy, que ressaltou algumas resoluções do CNJ – como a Resolução CNJ n. 198, de 2014, que institui a Estratégia Nacional do Poder Judiciário de 2015 a 2020 – e determina a realização de encontros anuais com representantes do judiciário para definir principalmente as novas metas prioritárias. “Esse é o propósito desse evento”, disse a ministra, para quem o papel do CNJ deve ser de permanente diálogo com os tribunais de Justiça.

Luiza de Carvalho
Agência CNJ de Notícias