Ministro da Defesa defende parceria entre Forças Armadas e Estados no combate à violência

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que as Forças Armadas continuarão dispostas a contribuir com os estados no combate à violência, como acontece na pacificação de comunidades do Rio de Janeiro, e considerou “meramente teóricas” as posições contrárias a esse tipo de parceria. Jobim proferiu a palestra A Participação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem, durante o Seminário Poder Judiciário e Segurança Pública, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) realizam, nesta segunda-feira (25/7), em Maceió.
“O tempo e os fatos mostraram que as discussões sobre a participação das Forças Armadas no enfrentamento da criminalidade eram meramente teóricas, acadêmicas. Chegou o momento em que tivemos de optar, passando a colaborar com os estados que encontram dificuldades em combater o crime. O apoio que temos dado ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, tem alcançado resultados altamente positivos”, disse o ministro da Defesa.

Ele comentou que as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio, trouxeram segurança às comunidades em que operam. No entanto, observou, elas não são suficientes para acabar com o tráfico de drogas no Estado, que está por trás da maioria dos casos de violência.

“As UPPs apenas acabaram com o tráfico de drogas que era protegido por uma estrutura medieval, que tinha vários jovens empunhando armas para proteger a venda de entorpecentes. As UPPs trouxeram dias melhores para aquelas comunidades, mas não são uma solução mágica”, disse o ministro, referindo-se à necessidade de outras políticas para prevenir e combater a criminalidade, como acesso à educação, emprego, renda, Justiça e saúde, entre outros fatores.

O ministro Jobim elogiou a iniciativa da realização do seminário. “O fato de o Tribunal de Justiça de Alagoas e o Conselho Nacional de Justiça terem se aliado para realizar este seminário vem sinalizar o que devemos fazer. Daí a relevância deste encontro. Afinal, a história não guarda a memória de quem nada fez. Ela preserva a memória de quem fez, bem ou mal”.

Jorge Vasconcellos

Agência CNJ de Notícias