Servidores capacitados pelo CNJ vão difundir conhecimento em seus estados

Vinte servidores da Justiça oriundos dos Tribunais de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Minas Gerais (TJMG), Rio de Janeiro (TJRJ), Pará (TJPA) e Pernambuco (TJPE) estarão, dentro de pouquíssimo tempo, prontos para capacitar mais servidores – entre analistas e técnicos judiciários – na técnica da mediação de conflitos. Tratam-se dos primeiros alunos do curso de formação de instrutores em mediação e conciliação promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Secretaria de Reforma do Judiciário.

Encerrado na última sexta-feira (23/09), no auditório do TJDFT, em Brasília, o curso reforçou a importância da mediação e da conciliação como forma de resolução de litígios nas fases pré-processuais e processuais, padronizando os procedimentos que os tribunais deverão seguir para a resolução pacífica dos conflitos.

Compromisso – Após as 40 horas de aula, ministradas pelo juiz Andre Gomma, do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, do CNJ, e pelo servidor Marcelo Girade Correa, coordenador do Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação do TJDFT, os servidores assumiram o compromisso de replicar as informações recebidas, formando assim novos mediadores judiciais.

“Iniciamos a formação de uma rede de instrutores em mediação nos tribunais; a idéia é termos, até o próximo ano, de 150 a 200 instrutores nos tribunais estaduais”, afirmou Andre Gomma, que já na próxima semana começará a as aulas da 2ª turma, formada por integrantes de outras quatro unidades da Federação.

Satisfação – Na avaliação do membro da Comissão Permanente de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ José Roberto Neves Amorim, responsável pela coordenação do Movimento Permanente Pela Conciliação, além de menos onerosa para o Estado, a solução dos conflitos por meio da conciliação pacifica e aumenta o grau de satisfação das partes envolvidas no processo. “Quando você judicializa o conflito, afasta a possibilidade de solução. Com um mediador habilidoso os acordos ocorrem de forma mais leve e direta”, ressaltou.

Já o corregedor-geral do TJDFT, desembargador Sérgio Bittencourt, destacou que o futuro da Justiça está “inexoravelmente vinculado à implantação e fortalecimento dos métodos integrativos de solução de conflitos”.
 
Durante o curso de formação de Instrutores de Métodos Consensuais de Resolução de Conflito os servidores assistiram palestras, tiveram acesso a exercícios que simularam problemas e treinaram as técnicas que devem ser utilizadas na mediação. A maioria dos funcionários escolhidos para o curso já possuía experiências anteriores com mediação ou conciliação, mas após o curso, ainda passarão por um estágio supervisionado.

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícia

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