Soluções para problemas estruturais da Justiça devem dominar os debates do VII Encontro Nacional do Judiciário

Você está visualizando atualmente Soluções para problemas estruturais da Justiça devem dominar os debates do VII Encontro Nacional do Judiciário
Compartilhe

A discussão de soluções para os problemas estruturais da Justiça brasileira identificados no Relatório Justiça em Números divulgado neste ano deve dominar os debates do VII Encontro Nacional do Judiciário. O evento, que reúne presidentes e corregedores de todos os tribunais do País, começa nesta segunda-feira (18/11), em Belém/PA. A abertura será feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, às 19h30, no Hangar do Centro de Convenções de Belém.

Para a presidente da Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conselheira Maria Cristina Peduzzi, temas como soluções alternativas de conflito, aumento de produtividade e impulso às execuções devem marcar os debates, ao lado de questões como a gestão da justiça criminal e a informatização dos serviços judiciais. “O relatório apontou para gargalos do Poder Judiciário que devem ser levados em conta para a construção das metas e do novo planejamento estratégico”, afirmou a conselheira.

Entre os gargalos apontados pelo relatório, a conselheira citou o aumento do estoque de processos e o impacto das execuções fiscais sobre a taxa de congestionamento do Poder Judiciário. Para a conselheira, o Encontro Nacional do Judiciário é um momento de troca de experiências entre os tribunais e de balanço dos erros e acertos do atual modelo de gestão.

Ao longo do encontro, que terminará amanhã, dia 19, serão estabelecidas as metas do Poder Judiciário para 2014 e aprovados os macrodesafios para o período de 2015 a 2020. “O objetivo em torno da fixação de metas e do aprimoramento das políticas de gestão é modernizar os serviços judiciários e melhorar o atendimento ao cidadão, que é o usuário final do sistema de justiça”, explicou.

“Esses grandes desafios servem como ponto de partida para direcionar as políticas de gestão ao enfrentamento dos principais gargalos e deficiências do Poder Judiciário brasileiro”, afirmou a conselheira. “Eles traçam as diretrizes que devem concretizar-se em cada tribunal e cada ramo da justiça a partir de objetivos, projetos e ações específicas desenvolvidas segundo as suas particularidades”, concluiu.

Ela lembra que as propostas de metas e macrodesafios a serem discutidas pelos presidentes dos tribunais foram elaboradas de forma participativa pela Rede de Governança Colaborativa, da qual participam representantes de todos os tribunais e ramos da Justiça. A validação das metas e dos macrodesafios será na tarde de terça-feira, com a realização de reuniões setoriais e o anúncio das decisões está previsto para as 17 horas.

Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias