TCU defende governança para contratação de TI

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Na primeira palestra do Curso de Capacitação de Auditoria em Contratos de Tecnologia da Informação (TI), o ministro Augusto Sherman, do Tribunal de Contas da União (TCU), destacou a importância do envolvimento da alta administração pública na governança de tecnologia da informação para aumentar a segurança dos serviços contratados. “A grande dependência da administração pública nos serviços de TI exige dedicação e planejamento a fim de que os serviços prestados agreguem valor ao negócio, com qualidade e eficiência”, defendeu.

Organizado pela Secretaria de Controle Interno (SCI) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento foi aberto, nesta segunda (9/4), pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, e pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler. Também participaram da abertura os conselheiros Gilberto Martins, Jorge Hélio e José Roberto Neves Amorim.

Para garantir a eficiência dos contratos de TI, Sherman recomendou que os órgãos estabeleçam algumas ferramentas de governança como o plano de TI, a política de segurança da informação, plano de continuidade de negócio, a criação do comitê de TI e o estabelecimento de ações e monitoramento de resultados, por exemplo.

 “Os impactos são graves se as medidas protetivas não forem tomadas em tempo. A qualidade da contratação depende de inúmeros fatores como o edital, a minuta do contrato, o monitoramento da execução do serviço, entre outros. Não é apenas o modelo licitatório que define e, para identificar todos os fatores com impacto, é necessário planejamento”, disse.

Durante a palestra, o ministro Augusto Sherman demonstrou a diferença entre governança e gerenciamento de contratos e projetos. “Governança em TI é ação da alta administração, não da área de TI. Este recurso é estratégico e deve ser bem cuidado”, defendeu.
Segundo Sherman, o Poder Judiciário avançou em planejamento estratégico, mas ainda possui baixo índice de governança em TI, assim como outras instituições. Pesquisa do TCU mostrou que, em 2010, 6% dos 600 órgãos pesquisados possuíam grau aprimorado em TI, 37,9% nível intermediário e 56,1% estão no estágio inicial.

Capacitação – O curso prosseguirá até 13 de abril com aulas ministradas por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) abordando pontos relacionados às fases da auditoria de TI; capacitação e composição das equipes de auditoria; metodologia utilizada pelo TCU em seus trabalhos e análise dos padrões nacionais e internacionais de auditoria nesta área. A programação prevê ainda a apresentação de estudos de caso.

Ao final dos trabalhos os participantes terão elaborado um planejamento com pontos que devem ser abordados em uma auditoria de TI. Esta iniciativa faz parte do programa de capacitação para fortalecimento dos controles internos do poder judiciário, elaborado pela SCI e aprovado em 2011 pelo presidente do CNJ.

Patrícia Costa
Agência CNJ de Notícias