Projeto leva conhecimentos sobre direitos a 3 mil alunos no Amazonas

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Para contribuir com o desenvolvimento infantojuvenil, a partir do conhecimento dos principais direitos, deveres e garantias previstos na Constituição Federal, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) iniciou na segunda-feira (19/9) a Jornada de Justiça e Cidadania. Palestras sobre temas diversos foram agendadas em cinco escolas públicas de Manaus, beneficiando 3 mil estudantes. Projetada pela Coordenadoria da Infância e da Juventude da corte estadual, a jornada deu a largada com 13 palestras direcionadas a 560 estudantes da escola estadual Letício de Campos, no bairro Cidade de Deus.

Ministradas em linguagem apropriada para o público infantojuvenil, as palestras foram aplicadas por técnicos e formadores especializados de instituições como Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Defensoria Pública, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Secretaria de Ação Social (Seas).

Para que a mobilização atinja os objetivos pretendidos, os idealizadores elencaram temas que fazem parte do cotidiano do público infantojuvenil, segundo a titular do Juizado da Infância e Juventude Cível e coordenadora da Infância e Juventude do TJAM, juíza Rebeca de Mendonça Lima. “As palestras tratam temas como bullying, prevenção à gravidez na adolescência, combate à exploração do trabalho infantil, alimentação saudável na adolescência, relacionamento interpessoal e no trânsito, combate à violência, enfrentamento ao tráfico de pessoas, direitos da criança e do adolescente, entre outros”, informou.

A juíza explicou que estrategicamente se optou por realizar o trabalho de formação em escolas. “Considerando sua função de educar para a cidadania, a escola é um espaço privilegiado de contato com a comunidade e de disseminação do conhecimento de modo mais amplo. Optamos por realizar a jornada em unidades de ensino por este motivo e por acreditar que os jovens são receptivos aos temas e multiplicadores das informações e instruções repassadas”, mencionou a coordenadora da Infância e Juventude do TJAM.

Rede de atendimento

Para o defensor público da Infância e da Juventude Mário Lima Wu Filho, a jornada alerta para os altos índices de violação aos direitos da criança e do adolescente no Brasil, demonstrando a esse público que há uma rede de atendimento. “Precisamos mudar as estatísticas que demonstram a grande incidência de violação dos direitos da criança e do adolescente e que revelam que centenas de casos são registrados no próprio ambiente familiar. Com este trabalho realizado nas escolas, queremos que os adolescentes saibam que existe uma rede organizada para acolhê-los e atendê-los em suas necessidades”, afirmou.

Mário Filho destacou, ainda, que a Jornada de Justiça e Cidadania atende ao que é recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Todo esse esforço atende à recomendação de que os jovens expressem suas opiniões e tenham participação naquilo que lhes diz respeito”, acrescentou.

Fonte: TJAM